quinta-feira, 21 de junho de 2012


REPORTAGEM SOBRE O NÚCLEO PSICANÁLISE E CINEMA
PUBLICADO NO CADERNO Folha 3 DO JORNAL FolhadoEstado DO DIA 18 DE JUNHO DE 2012

CINEMA
“Um Homem Bom” em filme e debate

_ PARADOXOS
O filme baseado numa peça do escocês Cecil Philip Taylor trata da moral do indivíduo frente a grandes movimentos sócio-políticos.
 
ANDREZA PEREIRA
DA REDAÇÃO
 
O Núcleo de Cinema e Psicanálise da Universidade Federal de Mato Grosso exibe amanhã às 18h30 no Centro Cultural da instituição o filme ‘Um Homem Bom’. A entrada é gratuita e após a sessão, será realizado um debate mediado pelo professor e psicólogo Luiz Alves Corrêa. O trabalho dirigido por Vicente Amorin e baseado numa peça do escocês Cecil Philip Taylor trata da moral do indivíduo frente a grandes movimentos sócio-políticos.
Mais especificamente, conta a história do professor e literatura John Halder, ‘o homem bom’ que se envolve com a ideologia propagada pelo nazismo na Alemanha da década de 1930. O nome do filme já prenuncia os paradoxos que marcam a narrativa. Halder é um idealista, um humanista que convive com uma série de demandas familiares, uma esposa problemática, um sogro intrusivo, uma mãe que sofre de doença mental, dois filhos pequenos. Ele tem de lidar com tudo isso em meio a um contexto econômico de recessão nacional pós-guerra. A realidade privada e a pública de uma nação são sobrepostas no filme e vão indicar os caminhos de penetração das idéias nazistas nas consciências individuais.
O discurso de Adolf Hitler, permeado de promessas sobre um futuro melhor para o povo alemão, vai sendo absorvido pelas massas, que são entusiasmadas a um pensamento revanchista e ufanista. As cenas exibem os salões de festas do partido nazista, o emocionalismo dos desfiles civis, o complexo processo de transferência que se dava entre as pessoas e aquele líder carismático que ascendia no país.
O professor se insere no universo ideológico nazista por meio de um livro de ficção que escreve, no qual um marido mata a esposa que tinha uma doença incurável para aliviar o sofrimento dela. A história é tomada com simpatia pelo partido, que o convida a redigir, dessa vez, um ensaio em defesa da eutanásia. Era um meio de justificar de forma humanista a eliminação dos que não se adequavam à eugenia ariana. E assim a trama se desenrola apresentando de forma fina e incisiva os conflitos e contradições das escolhas morais.
 
DEBATEDOR

Luiz Alves possui graduação em Comunicação pela Universidade de Brasília e em Psicologia pelo Centro Unificado de Brasília. Cursou especialização em Saúde Publica pela Fundação Oswaldo Cruz. É professor Adjunto da Universidade Federal de Mato Grosso e psicólogo da Secretaria do Estado de Saúde de Mato Grosso.
Comunicado:
Devido a greve dos servidores (professores e técnicos) da UFMT o Núcleo de Psicanálise e Cinema adiou suas atividades. Assim que as atividades retornarem informaremos a nova programação.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Última exibição do semestre: "Um Homem Bom"


Data: 19/06/2012 (terça-feira)
Local: Centro Cultural da UFMT
Horário: 18:30h
Entrada Franca


FILME : UM HOMEM BOM
Debatedor: Luiz Alves Corrêa

Ficha Técnica
Título Original: Good 
Gênero: Drama
Direção: Vicente Amorim
Elenco: Viggo Mortensen, Jason Isaacs, Mark Strong, Steven Mackintosh, Gemma Jones, Anastasia Hille, Ruth Gemmell
Roteiro: C. P. Taylor (peça), John Wrathall

SINOPSE
Baseado na peça do escocês Cecil Philip Taylor (1929-1981), o drama Um Homem Bom (Good, 2008) acompanha o professor de literatura John Halder, o "bom homem" do título, pai de família com uma esposa problemática, um sogro intrusivo e uma mãe doente. O fato de Halder escrever um romance de ficção defendendo a eutanásia não teria desdobramentos mais dramáticos, se não corresse o ano de 1933, em Berlim. É a ascensão de Hitler, e as palavras de Halder tomam uma leitura totalmente desvirtuada.
Defende-se historicamente que a sociedade alemã não tinha conhecimento do genocídio de judeus nos campos de concentração nazistas. O professor Halder, vivido por Viggo Mortensen ( Senhores do Crime) no filme dirigido por Vicente Amorim  (O Caminho das Nuvens), é um deles.
A certa altura da história, uma das alunas de Halder questiona, diante de uma passeata do partido nazista cheia de civis entusiastas, se "algo que deixa as pessoas tão felizes pode ser ruim". Essa é a questão central de Um Homem Bom e, também, a chave para entender a chegada de Hitler ao poder - regime que Hadler apostava, no começo do filme, muito antes da Segunda Guerra, que "não fosse durar".


 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Proxima Exibição: Um Método Perigoso





Data: 29/05/2012 (terça-feira)
Horário: 18:30h
Local: Centro Cultural da UFMT
Entrada franca

Um Método Perigoso

Titulo Original: A Dangerous Method

Gênero: Drama
Origem: Reino Unido, França, Alemanha, Canadá e Suíça
Direção: David Cronenberg
Roteiro
: Christopher Hampton e John Kerr
Elenco: Viggo Mortensen, Keira Knightley, Michael Fassbender, Vincent Cassel, Sarah Gadon, André Hennicke, Arndt Schwering-Sohnrey, Mignon Remé, Mareike Carrière, Franziska Arndt, Wladimir Matuchin, André Dietz

Debatedora: Gizelda Capilé

Sinopse
O fascinante diretor David Cronenberg (Senhores do Crime) revela um episódio pouco conhecido, mas muito marcante na vida dos dois mais importantes psicólogos de todos os tempos. O jovem psicanalista Carl Jung (Michael Fassbender) começa um tratamento inovador na histérica Sabina Spielrein (Keira Knigthley) sob orientação de seu mestre, Sigmund Freud (Viggo Mortensen). Disposto a penetrar mais afundo nos mistérios da mente humana, Jung verá algumas de suas idéias se chocarem com as teorias de Freud ao mesmo tempo em que se entrega a um romance alucinante e perigoso com a bela Sabina.


Por Gizelda Maria Capilé


            Crítica do Filme “Um Método Perigoso”
                             
             
              Baseado no livro “A Most Dangerus Method”, de Johnny Kerr e na peça teatral “The Talking Cure”, de Christopher Hampton, o filme “Um Método Perigoso”, de David Cronenberg, tem início no ano de 1904 com a internação de Sabina Spielrein (Keira Knightley) em um hospital psiquiátrico suíço, sob a responsabilidade do psiquiatra Carl Gustav Jung (Michael Fassbender).

           Sabina é uma jovem judia, de família abastada da Rússia, que se torna a primeira paciente do Dr. Jung a ser tratada através do método psicanalítico desenvolvido pelo médico neurologista vienense Sigmund Freud (Viggo Mortensen). Este método preconiza a cura através da fala e no filme Jung propõe-se a ouvir Sabina colocando-se em uma cadeira atrás dela enquanto a mesma relata a atitude agressiva de seu pai quando ainda era muito pequena. Sabina discorre sobre a experiência, ao mesmo tempo aterradora e prazerosa vivenciada por ela quando apanhava do pai, demonstrando toda a sua desestruturação neste relato.

           Partindo do princípio que havia uma questão sexual permeando todo o transtorno psíquico de Sabina, Jung decide comunicar-se com Freud , primeiramente através de cartas e posteriormente fazendo-lhe uma visita em Viena juntamente com sua esposa Emma (Sarah Gadon). Esta visita possibilita o inicio de uma amizade bastante profícua entre eles, a ponto de Freud considerar Jung como “o príncipe herdeiro”, ou seja, aquele que daria continuidade ao legado psicanalítico.

           Cronenberg deixa transparecer em toda a sua obra as questões mais íntimas da natureza humana, trazendo á baila as dificuldades que Jung enfrenta como analista ao se envolver afetivamente com sua paciente e os conflitos enfrentados com Freud, seu amigo e orientador. Por ser bem mais velho que Jung, Freud aparece como uma figura paterna que precisa ser superada (simbolicamente o parricídio). Percebe-se aqui o surgimento de sentimentos de inveja e orgulho ferido promovendo a deterioração da parceria científica entre esses dois grandes nomes das ciências psíquicas. A relação de amizade entre eles estendeu-se por um longo período, vindo a deteriorar-se devido à discordância de Jung quanto ao conceito psicanalítico básico da libido como energia sexual apenas, o seu comprometimento amoroso com sua paciente Sabina Spielrein e os conceitos que gostaria de implementar à psicanálise e que Freud considerava como misticismo incoerente com o discurso científico.

            O filme é bastante interessante quando trata do sofrimento íntimo enfrentado por todos os personagens da trama. Jung é a figura central, porém, Cronenberg consegue mostrar Freud como uma figura austera e com força teórica e Sabina como uma mulher inteligente e consciente da força do seu desejo em relação ao seu analista Jung. Ela é tratada, sai do hospital psiquiátrico e se forma em medicina, tornando-se uma colaboradora de Freud e Jung e orientadora de vários analistas russos.

            Cronenberg exalta a coragem de Jung de viver integralmente tudo o que a vida lhe propõe, mesmo sendo criticado e rompendo com os seus pares, quando no final ele diz: “Jung sofreu uma prolongada crise de nervos durante a 1ª guerra, da qual ele emergiu para tornar-se O Psicólogo mais importante do mundo. Morreu em paz em 1961...”

            “Um Método Perigoso” é um filme muito bem feito e que retrata os conflitos éticos apresentados pelos personagens na vivência diária daquilo que se quer e aquilo que se é possível viver. É o conflito típico dos profissionais que se lançam além da técnica na busca da cura de seus pacientes.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Próxima exibição: Formiguinha Z


Data: 24/04/2012 (terça-feira)

Horário: 18:30h

Local: Centro Cultural da UFMT

Entrada franca


Título Original: AntZ
Gênero: Animação Computadorizada
Tempo de Duração: 82 minutos
Direção: Eric Darnell e Tim Johnson
Roteiro: Todd Alcott, Chris Weitz e Paul Weitz
Produção: Brad Lewis, Aron Warner e Patty Wooton
Música: Harry Gregson-Williams e John Powell


Debatedora:

Profª Mestre Renata Costa

Sinopse

O filme a formiguinha Z, narra a historia de Z , uma formiguinha macho que cansado da vida operaria que leva, resolve fazer uma analise do que esta passando.
Para piorar as coisas, ainda cultiva uma paixão impossível pela princesa Bala, herdeira do trono do formigueiro, cujas chances de conquistá-la são de uma em um bilhão.
Mas quando Z convence seu amigo soldado a trocar de lugar com ele uma fantástica reviravolta acontece em sua vida. Desde as batalhas na guerra contra, os cupins ate a procura de insetopia, as aventuras de Z o levam a um confronto final com o cruel general mandíbula, que planeja exterminar a colônia, então que Z um insignificante operário, pode se transformar no maior de todos os heróis.

Por Renata Costa

FormiguinhaZ é uma animação lançada nos EUA em 1998, com o roteiro de Todd Alcoot, Chris Witz e Paul Wetz, direção de Eric Darnell e Tim Johnson. No elenco de vozes grandes estrelas como, Sharon Stone, Woody Allen, Gene Hackman, Jennifer Lopes, Christopher Walken, Anne Bancroft, Dan Akroyd e Paul Mazursky.
A história passa em uma colônia de formigas que é comandada pelo formigão general Mandíbula, um tirano que tem um plano malvado contra a colônia. Toda a história gira em torno de “Z” uma formiga macho que não está satisfeito com o trabalho de escavação, por isso freqüenta um analista e conta todos os seus dilemas,”Z” conhece a princesa Bala em uma festa organizada pelos operários e se apaixona por ela. Sonha em roubar o coração da princesa Bala, para isso, convence seu amigo soldado a trocar de lugar com ele, o que faz com que tenha que enfrentar o impiedoso General Mandíbula, que planeja uma grande ofensiva contra o formigueiro. Para se opor a força do general Mandíbula, Z irá se posicionar como um personagem cheio de idéias e de sonhos que leva a platéia a conhecer novas realidades e levantar as formigas da colônia contra a opressão dos líderes militares.


PROGRAMAÇÃO DO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2012

domingo, 18 de março de 2012

Primeira sessão do semestre: " CLOSE-UP "



Dia: 27/03/12
Horário: 18:30hs
Local: Centro Cultural da UFMT
Entrada Franca

Título Original: Nema-ye Nazdik

Título em inglês: Close Up

Direção: Abbas Kiarostami

Ano: 1990

País: Irã

Gênero: Drama

Debatedor: Profº Henrique Lee


Sinopse

Close Up recebeu em 1990 o primeiro prêmio do "Montreal Festival of New Cinema" e em 1992 do "Istanbul International Film Festival". É a história de Hossain Sabzian, que se faz passar por Mohsen Makhmalbaf junto de uma família de Teerão, fazendo-a crer que terá um papel predominante na sua próxima longa-metragem. O filme balança entre o documentário e a ficção sendo os atores os próprios intervenientes deste caso mediático. A obra de Abbas Kiarostami cruza duas tipologias cinematográficas: o cinema documental e a ficção. A parte documental centra-se invariavelmente na realidade política, social e religiosa do seu país de origem: o Irão; enquanto que a parte fictícia atribui uma enorme expressão poética ao filme. É esta ambiguidade que atribui uma grande singularidade à obra de Abbas Kiarostami.

Por Henrique Lee

A verdade e a mentira, em seus sentidos morais e estéticos, em Close-up de Abbas Kiarostami

Comentar a hibridização dos gêneros do documentário e da ficção no filme “Close up” de Abbas Kiarostami constitui quase um consenso entre os seus expectadores e comentadores. Ainda que sejamos participantes deste consenso, seria interessante deixar que este filme fale sobre a forma pela qual outro consenso, ainda mais fundamental para esse primeiro, é construído: o consenso que opõe o gênero do documentário de um lado, como o “factual” e “real”, e o gênero da ficção de outro, como “mentira” e “fantasia”.

A literatura, o cinema, as artes de maneira geral se alimentam constantemente dessa interrogação sobre os limites entre o “real” e o “ficcional”. Ou seja, esta indagação não é de modo algum um privilégio ou um aspecto original em Kiarostami, embora talvez as consequências ele extraia dessa indagação acabem por constituir a marca de seu estilo. Nossa conversa sobre filme será um convite para imaginarmos as formas pelas quais Kiarostami nos conta uma "verdade" através de várias "mentiras".

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Reportagem sobre o Núcleo Psicanálise e Cinema

Matéria editada na FolhadoEstado, caderno Folha 3 do dia 22 de novembro de 2011.

CINEMA

“Ensina-me a Viver":em debate as relações

Conflituosas

ANDREZA PEREIRA

ESPECIAL PARA O FOLHA 3

O Núcleo de Psicanálise e Cinema da Universidade Federal de Mato Grosso apresenta hoje o último filme de sua programação de 2011: ‘Ensina-me a Viver’. A exibição ocorre às 18h30 no Centro Cultural da universidade e tem entrada franca. Após a apresentação do filme, haverá um debate mediado pela professora de Artes e Filosofia da UFMT Marília Beatriz de Figueiredo Leite. Com o título original de ‘Harold and Maude’, o longa americano de 1971, dirigido por Hal Ashby, acompanha o relacionamento entre uma senhora de 79 anos e um jovem de 20 que personalizam visões opostas sobre a vida e da morte. Haude é um órfão de pai que vem de uma família abastada e tradicional e encara a realidade com melancolia e desesperança. Insiste em simular suicídios, veste-se sempre de preto e frequenta diariamente cemitérios onde observa funerais de estranhos. Numa das cerimônias, ele encontra Maude. Vivendo os seus últimos anos, ela é uma sobrevivente de um campo de concentração que encara a existência com a energia e a alegria que faltam ao rapaz. Haude se reconhece apaixonado e decide pedir a mão dela em casamento.

O filme é considerado pelo Instituto Americano de Cinema uma das 50 melhores comédias já produzidas, sendo muito elogiado pela crítica de então. Ashby apresenta em sua narrativa uma inversão dos comportamentos previamente esperados dos personagens. De uma forma quase anedótica, constrói perfis psicológicos que encerram respostas antagônicas às circunstâncias do meio.

‘Ensina-me a Viver’ é um dos trabalhos que ajudou a construir a ‘Nova Hollywood’, um movimento cinematográfico que durou cerca de 10 anos e do qual também fizeram parte Martin Scorsese, Bob Rafelson e Francis Ford Coppola. Com influência do cinema francês, essas produções eram fortemente marcadas pela criatividade de um cinema autoral feito com baixo orçamento e privilegiando as interpretações de tipos da contracultura dos anos 70.

NÚCLEO

O Núcleo de Psicanálise e Cinema é uma parceria entre os departamentos de Psicologia e Comunicação Social da UFMT e tem o objetivo de discutir a relação entre cinema e subjetividades. As sessões são mensais e ocorrem sempre na última terça-feira do mês.

SERVIÇO

O Núcleo de Psicanálise e Cinema da UFMT apresenta hoje o filme ‘Ensina-me a Viver’. A exibição, seguida de debate, tem início às 18h30 no Centro Cultural da Universidade. A entrada é gratuita.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Última exibição do semestre: Filme Ensina-me a Viver

Dia: 22/11/11
Horário: 18:30hs
Local: Centro Cultural da UFMT
Entrada Franca

Ensina-me a Viver

Diretor: Hal Ashby que dirigiu Amargo Regresso, Muito Além do Jardim.

Atores: Ruth Gordon faz a Maude e Bud Cort constrói o Harold.

Roteiro: de Colin Higgins(Golpe Sujo)

Trilha musical: é assinada por Cat Stevens com destaque.


Sinopse

O filme trata da relação inusitada entre Harold um jovem entediado com a vida que leva e, Maude uma velhinha que enfrenta seus oitenta anos com uma alegria de viver desafiadora. O encontro dos dois lança uma belíssima estória que faz desse filme um clássico do cinema.

Debatedora: Profª Marília Beatriz de Figueiredo Leite

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Próxima exibição: Histórias Mínimas

CANCELADO O FILME!
O Núcleo de Psicanálise e Cinema agradece a presença dos participantes que compareceram ao centro cultural ontem (25/10) para assistir e participar do debate do filme Histórias Mínimas com a profª Dra Ludmila Brandão. Por motivos de força maior infelismente a sessão foi cancelada, assim que tivermos a nova programação avisaremos a todos.

Dia: 25 de outubro (terça-feira)

Horário: 18h30

Local: Centro Cultural da UFMT

Debatedora: Profª Dra Ludmila Brandão


HISTÓRIAS MÍNIMAS

Título original: (Historias Mínimas)

Lançamento: 2002 (Argentina)

Direção: Carlos Sorin

Atores: Javier Lombardo, Antonio Benedicti, Javiera Bravo, Francis Sandoval.

Duração: 94 min

Gênero: Drama


Sinopse

Diferentes histórias de personagens de um mesmo povoado: uma jovem que ganha um prêmio de um programa de TV, um velho que sai em busca de seu cão fugitivo e um homem que pretende o amor de uma mulher que é sua cliente. Cada um deles viaja por sua conta pelas solitárias rotas da Patagônia, onde suas histórias se entrecruzam.


Rumores de uma vida mundializada: Reflexões sobre o filme Histórias Mínimas

Resumo

Histórias Mínimas, do cineasta Carlos Sorín, que tem como cenário a Patagônia argentina, narra três histórias ligeiramente cruzadas entre habitantes da região em deslocamento entre a pequena vila de Fitz Roy e a cidade de San Julián. Este estudo, através do filme escolhido, tem por objetivo analisar, de um lado, o gênero cinematográfico conhecido como road movie e, de outro, o fenômeno da interculturalidade que o gênero parece favorecer. Apesar da atipicidade de Histórias Mínimas para as duas análises – do ponto de vista da escala dos deslocamentos o filme não pode ser considerado um road movie “clássico” e do ponto de vista das situações de interculturalidade ele também não pode ser rapidamente classificado como road movie intercultural −, o filme se revela compatível com o gênero, na medida em que apresenta a mesma matriz composicional e permite, ainda, a análise do fenômeno intercultural em sua forma moderna provocada pelos processos globalizadores e seus fluxos mundiais de imagens, idéias e tecnologias, além dos clássicos fluxos de dinheiro, mercadorias e pessoas.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Proxima exibição: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain


Dia: 27 de setembro (terça-feira)

Horário: 18h30

Local: Centro Cultural da UFMT

Debatedora: Profª Vera Capilé e Juliana Capilé


O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

Título original: (Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain)

Lançamento: 2001 (França)

Direção: Jean-Piere Jeunet

Atores: Audrey Tautau, Mathieu Kassovitz, Rufus, Yolande Moreau.

Duração: 120 min

Gênero: Comédia


Debatedoras:

Profª Drª Vera Capilé e sua filha Juliana Capilé



Sinopse

Após deixar a vida de subúrbio que levava com a família, a inocente Amélie (Audrey Tautou) muda-se para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Certo dia encontra uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo ­ e é assim que encontra Dominique (Maurice Bénichou). Ao ver que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e adquire uma nova visão do mundo. Então, a partir de pequenos gestos, ela passa a ajudar as pessoas que a rodeiam, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Contudo, ainda sente falta de um grande amor.

Não percam!!!!!!



Por Vera Capilé

O Filme O Fabuloso Destino de Amelie Poulain, cujo diretor é Jean-Pierre Jeunet:

Amelie (Audrey Tautou) vive em Paris, em seu mundinho particular. Trabalha como garçonete em um pequeno café e mora em um apartamento alugado onde vive suas fantasias. Porém, sua vida sofre uma transformação radical no dia em que descobre, em seu apartamento, uma antiga caixa cheia de objetos infantis. Empolgada, assume a missão de encontrar seu dono e essa jornada irá conduzi-la a um mundo totalmente novo, excitante, cheio de aventuras e esperança.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Paixão pela Palavra

(Clique na imagem para ampliar)

PAIXÃO PELA PALAVRA

Dia: 30 de agosto (terça-feira)
Horário: 18h30
Local: Centro Cultural
Debatedora: Profª Maria Cristina de Aguiar Campos


"Paixão pela Palavra" é um documentário sobre a vida e a obra do poeta Manoel de Barros. No encontro do dia 30/08, serão apresentados dois dos cinco episódios exibidos pelo canal Futura, significativos para quem aprecia a obra barreana e quer saborear algumas das imagens simbólicas que afloram do imaginário deste poeta e se conectam ao Pantanal e à cultura de Mato Grosso.


Por Maria Cristina de Aguiar Campos:

"Paixão pela Palavra" é um dos melhores documentários já produzidos sobre a vida e a obra do poeta Manoel de Barros, exibido pelo canal Futura em cinco episódios. Traz falas do poeta, suas poesias e análises na boca de atores, músicos, estudiosos e apaixonados por sua obra.
No encontro de amanhã do Cinema e Psicanálise, serão exibidos os episódios 3 e 5. O primeiro intitula-se 'O Guardador de Águas' e aborda a volta do poeta ao Pantanal após a conclusão do curso de Direito no Rio de Janeiro, mostrando sua produção poética nas faces autobiográfica e a que fala do espaço pantaneiro com a beleza que lhe é característica.
Manoel de Barros ama os (com)trastes. O episódio 5, 'Do erudito ao popular', aborda este aspecto ambivalente de sua poesia, com depoimentos e análises de estudiosos e críticos de sua obra.
Aguardo vocês lá!


domingo, 26 de junho de 2011

Filme: Janela Indiscreta

Debatedor:


  • Moacir Francisco – professor do curso de Radialismo - UFMT


O CINEMA DE ALFRED HITCHCOCK


O diretor cinematográfico Alfred Hitchcock é inglês e tem uma trajetória rica na história do cinema mundial porque começou a sua carreira ainda na fase do cinema mudo, na Europa. Nesse período, ainda nos anos de 1920, ele fez três filmes. Como não havia o som no cinema, os cineastas dessa época desenvolveram uma espetacular técnica de narrar as histórias puramente pelas imagens. Essa é a marca dos filmes de Hitchcock. Para ele cinema se faz com imagens e não com diálogos . “ O cinema mudo é a forma mais pura do cinema”, disse uma vez Hitchcock.
O fascínio pelas imagens está presente em todos os filmes do diretor. Para ele as ações e os olhares devem contar uma história visual. “ Para mim, o pecado capital de um roteirista é quando se discute uma dificuldade, escamotear um problema dizendo: justificaremos isso através do diálogo”, afirma.
Hitchcock só teve o reconhecimento da crítica hollywoodiana pelo seu trabalho, após a publicação do livro de entrevistas feitas com ele por outro mestre do cinema, o diretor francês François Truffaut. Antes disso, os críticos o ridicularizavam. Diziam que seus filmes não tinham substância. Que eram apenas filmes comerciais. Mas Truffaut achava que Hitchcock devia estar ao lado dos grandes cineastas e conseguiu isso, usando a sua influência como um dos mais respeitados críticos da Cahiers Du Cinema, a mais importante publicação de cinema na França.
Nos filmes de Hitchcock há um duplo interesse pelo público: é preciso envolvê-lo na trama e ao mesmo tempo surpreendê-lo. Pela forma habilidosa como fazia esse duplo movimento em seus filmes, Hitchcock ficou conhecido como o mestre do suspense. Mas havia nele também um certo sadismo que gostava de dividir com o público. É este quem paga com calafrios por partilhar das perversões que animam as histórias contadas. Voyeurismo, fetichismo, necrofilia são temas recorrentes em seus filmes.
Ele confessou que gostava de sentir uma “sensação de comicidade” com a angústia do público. Hitchcock transformou seus aspectos físicos em algo que a mídia vendia como uma aparência sinistra – era gordinho e estava sempre de terno fumando charuto. Ele gostava de ver o público sofrer na pele de assassinos e vítimas inocentes. Seus filmes são surpreendentes armadilhas que capturam o público pela eficácia técnica, a sutilidade e o humor do mestre.
Em Janela Indiscreta (Rear Window, 1954) Hitchcock trabalha com dois dos principais atores que aturavam as neuroses do diretor. James Stewart e Grace Kelly. Ele faz o papel de um fotógrafo que está temporariamente preso a uma cadeira de rodas por ter quebrado a perna. Ela é a namorada rica que gosta de ler revistas de modas e se mete em uma enrascada para seduzir um apático namorado.
Da janela de seu apartamento o único passatempo do fotógrafo é espiar a vida alheia. Pelas janelas indiscretas do condomínio vizinho ele encontra a decadência familiar e uma vizinha apetitosa. Assim pelo visual, sem diálogos, conhecemos os outros personagens da trama hitchcockiana. O músico, a jovem dançarina, a mulher solitária, os recém casados e um casal em crise. O voyeur acaba vendo um crime e sendo identificado pelo assassino.
Hitchcock dizia que uma porta ou uma janela aberta desperta o desejo de espiar. No filme os enquadramentos colocam o espectador na posição do personagem aprisionado pela vida que se passa pela teleobjetiva da sua câmera usada para satisfazer o desejo do olhar. Posta a trama o público vai sofrer pelo pescoço da princesa e temer pela vida do indiscreto fotógrafo. Como a personagem de James Stewart, nós, espectadores, pagamos pelo nosso voyeurismo cinematográfico.

Moacir Francisco

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Narradores de Javé




Sobre o filme Narradores de Javé


Debatedores:



  • Profa. Dra. Jane Teresinha Domingues Cotrin (docente do Instituto de Educação, Departamento de Psicologia)

  • Profa. Dra. Célia Maria Domingues da Rocha Reis (docente do Instituto de Linguagens, Departamento de Letras, Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem (MeEL)


O filme Narradores de Javé (100m) foi lançado em 2003 no Brasil, sob a direção de Eliane Café, roteiro de Luiz Alberto de Abreu e Eliane Caffé, e produzido pelo estúdio Bananeira Filmes em parceria com a Gullane Filmes e Laterit Productions. Tem entre seus atores José Dumont, Gero Camilo, Nelson Dantas, Nelson Xavier e Luci Pereira. Foi rodado numa pequena cidade do interior da Bahia chamada Gameleiras da Lapa, entre junho e setembro de 2001. Recebeu prêmios como o Grande Prêmio Cinema Brasil, nas categorias Melhor Ator Coadjuvante (Gero Camilo) e Melhor Roteiro Original; prêmio da Crítica no Festival Internacional de Friburgo, realizado na Suíça; Prêmio Gilberto Freyre no Cine PE - Festival do Audiovisual 2003; ganhou sete Troféus Calunga nas categorias Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Edição, Melhor Ator (José Dumont), Melhor Ator Coadjuvante (Gero Camilo), Melhor Edição de Som e Melhor Atriz Coadjuvante (Luci Pereira), além de nove indicações para premiação.


O filme conta o drama do povoado do Vale de Javé, situado no sertão baiano, que está prestes a ser inundado para a construção de uma usina hidrelétrica. Para que isso não aconteça, a comunidade tem que provar, cientificamente, que a cidade tem importantes acontecimentos. Os moradores decidem, então, elaborar um documento oficial que contenha os grandes acontecimentos de sua história, o que justificaria sua preservação. Porém, a única pessoa que poderia fazer isso, conforme concluiram os moradores, em razão de saber ler, escrever e contar histórias era o carteiro, Antônio Biá (José Dumont). Ele não era bem visto na cidade por ter inventado situações, costumes etc de seus moradores, em cartas que escrevia e enviava para manter o correio em atividade. Assim, o ex-carteiro, para se redimir perante a população, é convocado a escrever as histórias que serão narradas pelos próprios moradores de Javé.


Trata-se de um filme simples e contemporâneo em sua produção, que reflete com bom humor o próprio processo de criação artística: inspiração, registro, tempo/espaço, ponto de vista, metáfora-realidade-imaginário, entre outros elementos, todos permeados com um lirismo simples e fecundo. Nesse contexto, ressalta-se a questão da memória oral, substância da vida cotidiana: hábitos, crenças, moralidade. No filme, é a cultura contada pelos personagens para compor uma história que seja convincente o suficiente para que possa ser mantida. E até onde é possível ter que contar histórias para garantir a existência de uma comunidade? A partir daqui colocam-se questões fronteiriças como poder político-econômico, subcondições de vida, desinformação, realidade e arte.

Próxima Sessão: Narradores de Javé



Apresentaremos no dia 31/05, não percam!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Programação do primeiro semestre de 2011!!!!

Aproveitem!