segunda-feira, 14 de maio de 2012

Proxima Exibição: Um Método Perigoso





Data: 29/05/2012 (terça-feira)
Horário: 18:30h
Local: Centro Cultural da UFMT
Entrada franca

Um Método Perigoso

Titulo Original: A Dangerous Method

Gênero: Drama
Origem: Reino Unido, França, Alemanha, Canadá e Suíça
Direção: David Cronenberg
Roteiro
: Christopher Hampton e John Kerr
Elenco: Viggo Mortensen, Keira Knightley, Michael Fassbender, Vincent Cassel, Sarah Gadon, André Hennicke, Arndt Schwering-Sohnrey, Mignon Remé, Mareike Carrière, Franziska Arndt, Wladimir Matuchin, André Dietz

Debatedora: Gizelda Capilé

Sinopse
O fascinante diretor David Cronenberg (Senhores do Crime) revela um episódio pouco conhecido, mas muito marcante na vida dos dois mais importantes psicólogos de todos os tempos. O jovem psicanalista Carl Jung (Michael Fassbender) começa um tratamento inovador na histérica Sabina Spielrein (Keira Knigthley) sob orientação de seu mestre, Sigmund Freud (Viggo Mortensen). Disposto a penetrar mais afundo nos mistérios da mente humana, Jung verá algumas de suas idéias se chocarem com as teorias de Freud ao mesmo tempo em que se entrega a um romance alucinante e perigoso com a bela Sabina.


Por Gizelda Maria Capilé


            Crítica do Filme “Um Método Perigoso”
                             
             
              Baseado no livro “A Most Dangerus Method”, de Johnny Kerr e na peça teatral “The Talking Cure”, de Christopher Hampton, o filme “Um Método Perigoso”, de David Cronenberg, tem início no ano de 1904 com a internação de Sabina Spielrein (Keira Knightley) em um hospital psiquiátrico suíço, sob a responsabilidade do psiquiatra Carl Gustav Jung (Michael Fassbender).

           Sabina é uma jovem judia, de família abastada da Rússia, que se torna a primeira paciente do Dr. Jung a ser tratada através do método psicanalítico desenvolvido pelo médico neurologista vienense Sigmund Freud (Viggo Mortensen). Este método preconiza a cura através da fala e no filme Jung propõe-se a ouvir Sabina colocando-se em uma cadeira atrás dela enquanto a mesma relata a atitude agressiva de seu pai quando ainda era muito pequena. Sabina discorre sobre a experiência, ao mesmo tempo aterradora e prazerosa vivenciada por ela quando apanhava do pai, demonstrando toda a sua desestruturação neste relato.

           Partindo do princípio que havia uma questão sexual permeando todo o transtorno psíquico de Sabina, Jung decide comunicar-se com Freud , primeiramente através de cartas e posteriormente fazendo-lhe uma visita em Viena juntamente com sua esposa Emma (Sarah Gadon). Esta visita possibilita o inicio de uma amizade bastante profícua entre eles, a ponto de Freud considerar Jung como “o príncipe herdeiro”, ou seja, aquele que daria continuidade ao legado psicanalítico.

           Cronenberg deixa transparecer em toda a sua obra as questões mais íntimas da natureza humana, trazendo á baila as dificuldades que Jung enfrenta como analista ao se envolver afetivamente com sua paciente e os conflitos enfrentados com Freud, seu amigo e orientador. Por ser bem mais velho que Jung, Freud aparece como uma figura paterna que precisa ser superada (simbolicamente o parricídio). Percebe-se aqui o surgimento de sentimentos de inveja e orgulho ferido promovendo a deterioração da parceria científica entre esses dois grandes nomes das ciências psíquicas. A relação de amizade entre eles estendeu-se por um longo período, vindo a deteriorar-se devido à discordância de Jung quanto ao conceito psicanalítico básico da libido como energia sexual apenas, o seu comprometimento amoroso com sua paciente Sabina Spielrein e os conceitos que gostaria de implementar à psicanálise e que Freud considerava como misticismo incoerente com o discurso científico.

            O filme é bastante interessante quando trata do sofrimento íntimo enfrentado por todos os personagens da trama. Jung é a figura central, porém, Cronenberg consegue mostrar Freud como uma figura austera e com força teórica e Sabina como uma mulher inteligente e consciente da força do seu desejo em relação ao seu analista Jung. Ela é tratada, sai do hospital psiquiátrico e se forma em medicina, tornando-se uma colaboradora de Freud e Jung e orientadora de vários analistas russos.

            Cronenberg exalta a coragem de Jung de viver integralmente tudo o que a vida lhe propõe, mesmo sendo criticado e rompendo com os seus pares, quando no final ele diz: “Jung sofreu uma prolongada crise de nervos durante a 1ª guerra, da qual ele emergiu para tornar-se O Psicólogo mais importante do mundo. Morreu em paz em 1961...”

            “Um Método Perigoso” é um filme muito bem feito e que retrata os conflitos éticos apresentados pelos personagens na vivência diária daquilo que se quer e aquilo que se é possível viver. É o conflito típico dos profissionais que se lançam além da técnica na busca da cura de seus pacientes.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Próxima exibição: Formiguinha Z


Data: 24/04/2012 (terça-feira)

Horário: 18:30h

Local: Centro Cultural da UFMT

Entrada franca


Título Original: AntZ
Gênero: Animação Computadorizada
Tempo de Duração: 82 minutos
Direção: Eric Darnell e Tim Johnson
Roteiro: Todd Alcott, Chris Weitz e Paul Weitz
Produção: Brad Lewis, Aron Warner e Patty Wooton
Música: Harry Gregson-Williams e John Powell


Debatedora:

Profª Mestre Renata Costa

Sinopse

O filme a formiguinha Z, narra a historia de Z , uma formiguinha macho que cansado da vida operaria que leva, resolve fazer uma analise do que esta passando.
Para piorar as coisas, ainda cultiva uma paixão impossível pela princesa Bala, herdeira do trono do formigueiro, cujas chances de conquistá-la são de uma em um bilhão.
Mas quando Z convence seu amigo soldado a trocar de lugar com ele uma fantástica reviravolta acontece em sua vida. Desde as batalhas na guerra contra, os cupins ate a procura de insetopia, as aventuras de Z o levam a um confronto final com o cruel general mandíbula, que planeja exterminar a colônia, então que Z um insignificante operário, pode se transformar no maior de todos os heróis.

Por Renata Costa

FormiguinhaZ é uma animação lançada nos EUA em 1998, com o roteiro de Todd Alcoot, Chris Witz e Paul Wetz, direção de Eric Darnell e Tim Johnson. No elenco de vozes grandes estrelas como, Sharon Stone, Woody Allen, Gene Hackman, Jennifer Lopes, Christopher Walken, Anne Bancroft, Dan Akroyd e Paul Mazursky.
A história passa em uma colônia de formigas que é comandada pelo formigão general Mandíbula, um tirano que tem um plano malvado contra a colônia. Toda a história gira em torno de “Z” uma formiga macho que não está satisfeito com o trabalho de escavação, por isso freqüenta um analista e conta todos os seus dilemas,”Z” conhece a princesa Bala em uma festa organizada pelos operários e se apaixona por ela. Sonha em roubar o coração da princesa Bala, para isso, convence seu amigo soldado a trocar de lugar com ele, o que faz com que tenha que enfrentar o impiedoso General Mandíbula, que planeja uma grande ofensiva contra o formigueiro. Para se opor a força do general Mandíbula, Z irá se posicionar como um personagem cheio de idéias e de sonhos que leva a platéia a conhecer novas realidades e levantar as formigas da colônia contra a opressão dos líderes militares.


PROGRAMAÇÃO DO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2012

domingo, 18 de março de 2012

Primeira sessão do semestre: " CLOSE-UP "



Dia: 27/03/12
Horário: 18:30hs
Local: Centro Cultural da UFMT
Entrada Franca

Título Original: Nema-ye Nazdik

Título em inglês: Close Up

Direção: Abbas Kiarostami

Ano: 1990

País: Irã

Gênero: Drama

Debatedor: Profº Henrique Lee


Sinopse

Close Up recebeu em 1990 o primeiro prêmio do "Montreal Festival of New Cinema" e em 1992 do "Istanbul International Film Festival". É a história de Hossain Sabzian, que se faz passar por Mohsen Makhmalbaf junto de uma família de Teerão, fazendo-a crer que terá um papel predominante na sua próxima longa-metragem. O filme balança entre o documentário e a ficção sendo os atores os próprios intervenientes deste caso mediático. A obra de Abbas Kiarostami cruza duas tipologias cinematográficas: o cinema documental e a ficção. A parte documental centra-se invariavelmente na realidade política, social e religiosa do seu país de origem: o Irão; enquanto que a parte fictícia atribui uma enorme expressão poética ao filme. É esta ambiguidade que atribui uma grande singularidade à obra de Abbas Kiarostami.

Por Henrique Lee

A verdade e a mentira, em seus sentidos morais e estéticos, em Close-up de Abbas Kiarostami

Comentar a hibridização dos gêneros do documentário e da ficção no filme “Close up” de Abbas Kiarostami constitui quase um consenso entre os seus expectadores e comentadores. Ainda que sejamos participantes deste consenso, seria interessante deixar que este filme fale sobre a forma pela qual outro consenso, ainda mais fundamental para esse primeiro, é construído: o consenso que opõe o gênero do documentário de um lado, como o “factual” e “real”, e o gênero da ficção de outro, como “mentira” e “fantasia”.

A literatura, o cinema, as artes de maneira geral se alimentam constantemente dessa interrogação sobre os limites entre o “real” e o “ficcional”. Ou seja, esta indagação não é de modo algum um privilégio ou um aspecto original em Kiarostami, embora talvez as consequências ele extraia dessa indagação acabem por constituir a marca de seu estilo. Nossa conversa sobre filme será um convite para imaginarmos as formas pelas quais Kiarostami nos conta uma "verdade" através de várias "mentiras".

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Reportagem sobre o Núcleo Psicanálise e Cinema

Matéria editada na FolhadoEstado, caderno Folha 3 do dia 22 de novembro de 2011.

CINEMA

“Ensina-me a Viver":em debate as relações

Conflituosas

ANDREZA PEREIRA

ESPECIAL PARA O FOLHA 3

O Núcleo de Psicanálise e Cinema da Universidade Federal de Mato Grosso apresenta hoje o último filme de sua programação de 2011: ‘Ensina-me a Viver’. A exibição ocorre às 18h30 no Centro Cultural da universidade e tem entrada franca. Após a apresentação do filme, haverá um debate mediado pela professora de Artes e Filosofia da UFMT Marília Beatriz de Figueiredo Leite. Com o título original de ‘Harold and Maude’, o longa americano de 1971, dirigido por Hal Ashby, acompanha o relacionamento entre uma senhora de 79 anos e um jovem de 20 que personalizam visões opostas sobre a vida e da morte. Haude é um órfão de pai que vem de uma família abastada e tradicional e encara a realidade com melancolia e desesperança. Insiste em simular suicídios, veste-se sempre de preto e frequenta diariamente cemitérios onde observa funerais de estranhos. Numa das cerimônias, ele encontra Maude. Vivendo os seus últimos anos, ela é uma sobrevivente de um campo de concentração que encara a existência com a energia e a alegria que faltam ao rapaz. Haude se reconhece apaixonado e decide pedir a mão dela em casamento.

O filme é considerado pelo Instituto Americano de Cinema uma das 50 melhores comédias já produzidas, sendo muito elogiado pela crítica de então. Ashby apresenta em sua narrativa uma inversão dos comportamentos previamente esperados dos personagens. De uma forma quase anedótica, constrói perfis psicológicos que encerram respostas antagônicas às circunstâncias do meio.

‘Ensina-me a Viver’ é um dos trabalhos que ajudou a construir a ‘Nova Hollywood’, um movimento cinematográfico que durou cerca de 10 anos e do qual também fizeram parte Martin Scorsese, Bob Rafelson e Francis Ford Coppola. Com influência do cinema francês, essas produções eram fortemente marcadas pela criatividade de um cinema autoral feito com baixo orçamento e privilegiando as interpretações de tipos da contracultura dos anos 70.

NÚCLEO

O Núcleo de Psicanálise e Cinema é uma parceria entre os departamentos de Psicologia e Comunicação Social da UFMT e tem o objetivo de discutir a relação entre cinema e subjetividades. As sessões são mensais e ocorrem sempre na última terça-feira do mês.

SERVIÇO

O Núcleo de Psicanálise e Cinema da UFMT apresenta hoje o filme ‘Ensina-me a Viver’. A exibição, seguida de debate, tem início às 18h30 no Centro Cultural da Universidade. A entrada é gratuita.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Última exibição do semestre: Filme Ensina-me a Viver

Dia: 22/11/11
Horário: 18:30hs
Local: Centro Cultural da UFMT
Entrada Franca

Ensina-me a Viver

Diretor: Hal Ashby que dirigiu Amargo Regresso, Muito Além do Jardim.

Atores: Ruth Gordon faz a Maude e Bud Cort constrói o Harold.

Roteiro: de Colin Higgins(Golpe Sujo)

Trilha musical: é assinada por Cat Stevens com destaque.


Sinopse

O filme trata da relação inusitada entre Harold um jovem entediado com a vida que leva e, Maude uma velhinha que enfrenta seus oitenta anos com uma alegria de viver desafiadora. O encontro dos dois lança uma belíssima estória que faz desse filme um clássico do cinema.

Debatedora: Profª Marília Beatriz de Figueiredo Leite

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Próxima exibição: Histórias Mínimas

CANCELADO O FILME!
O Núcleo de Psicanálise e Cinema agradece a presença dos participantes que compareceram ao centro cultural ontem (25/10) para assistir e participar do debate do filme Histórias Mínimas com a profª Dra Ludmila Brandão. Por motivos de força maior infelismente a sessão foi cancelada, assim que tivermos a nova programação avisaremos a todos.

Dia: 25 de outubro (terça-feira)

Horário: 18h30

Local: Centro Cultural da UFMT

Debatedora: Profª Dra Ludmila Brandão


HISTÓRIAS MÍNIMAS

Título original: (Historias Mínimas)

Lançamento: 2002 (Argentina)

Direção: Carlos Sorin

Atores: Javier Lombardo, Antonio Benedicti, Javiera Bravo, Francis Sandoval.

Duração: 94 min

Gênero: Drama


Sinopse

Diferentes histórias de personagens de um mesmo povoado: uma jovem que ganha um prêmio de um programa de TV, um velho que sai em busca de seu cão fugitivo e um homem que pretende o amor de uma mulher que é sua cliente. Cada um deles viaja por sua conta pelas solitárias rotas da Patagônia, onde suas histórias se entrecruzam.


Rumores de uma vida mundializada: Reflexões sobre o filme Histórias Mínimas

Resumo

Histórias Mínimas, do cineasta Carlos Sorín, que tem como cenário a Patagônia argentina, narra três histórias ligeiramente cruzadas entre habitantes da região em deslocamento entre a pequena vila de Fitz Roy e a cidade de San Julián. Este estudo, através do filme escolhido, tem por objetivo analisar, de um lado, o gênero cinematográfico conhecido como road movie e, de outro, o fenômeno da interculturalidade que o gênero parece favorecer. Apesar da atipicidade de Histórias Mínimas para as duas análises – do ponto de vista da escala dos deslocamentos o filme não pode ser considerado um road movie “clássico” e do ponto de vista das situações de interculturalidade ele também não pode ser rapidamente classificado como road movie intercultural −, o filme se revela compatível com o gênero, na medida em que apresenta a mesma matriz composicional e permite, ainda, a análise do fenômeno intercultural em sua forma moderna provocada pelos processos globalizadores e seus fluxos mundiais de imagens, idéias e tecnologias, além dos clássicos fluxos de dinheiro, mercadorias e pessoas.